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Síndrome do Ovário Policístico (SOP)



"A Síndrome dos Ovários Policísticos ocorre em 6 a 10% das mulheres que estão na […]"

por Dr. Augusto Bussab

A Síndrome dos Ovários Policísticos ocorre em 6 a 10% das mulheres que estão na idade fértil, compreendida dos 20 aos 44 anos. Para se ter uma ideia da importância destes dados, estima-se que no mundo existam cerca de 100 milhões de mulheres com esta doença. No Brasil, considerando o censo IBGE, existem cerca de 2,5 milhões de mulheres com esta síndrome.

O que é Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)?

É uma síndrome caracterizada por alterações hormonais que, ao invés de se formar um único folículo no ovário, seguindo o processo normal, formam-se vários que uma vez acumulados, não permitem a liberação dos óvulos. Existem vários hormônios que causam estas alterações, os principais sendo os androgênios, hormônios masculinos normalmente produzido em quantidades pequenas. O diagnóstico é feito através da análise dos sintomas, somado ao histórico da paciente, exames clínicos e exames laboratoriais.

Principais sintomas

Menstruação irregular: é uma das principais características. As menstruações vêem esporadicamente podendo demorar até 90 dias entre uma e outra. Muitas vezes elas só aparecem quando as pacientes recebem medicamentos para estimular. Esse sintoma é comum em grande parte das mulheres com essa síndrome. Obesidade: pelo menos metades dessas mulheres estão acima do peso. Esse é um fator fundamental para futuras complicações desta doença. A circunferência abdominal superior a 88 cm está associada a um maior risco de problemas cardíacos. Hirsutismo: aparecimento de pelos em locais onde normalmente não deveriam existir no corpo feminino, como por exemplo face, tórax, glúteos e ao redor dos mamilos. Acne: 30% das mulheres com síndrome dos ovários policísticos tem uma constante de erupções superficiais causadas pela obstrução dos poros. Alopecia: a queda em excesso de cabelos na região do couro cabeludo, comum aos homens, é raro nas mulheres. Seborreia: oleosidade da pele e couro cabeludo.

Exames Complementares

Ultrassom: idealmente realizado pela via transvaginal quando possível, neste exame observa-se o volume ovariano, a textura do ovário e a presença de pequenos cistos. Se houver a presença de 12 ou mais em cada ovário, medindo 2 a 9 mm no seu maior diâmetro, caracteriza-se um dos sinais desta síndrome. Resistência à insulina: em algumas doenças como a SOP, existe um defeito na sua ação do hormônio da insulina, levando ao acúmulo de glicose no sangue, e por consequência, o surgimento. Os exames para investigar a resistência à insulina são de extrema importância, tanto para o diagnóstico como para avaliar as possíveis complicações. Síndrome metabólica Síndrome metabólica ou plurimetabólica ou, é uma doença relacionada à obesidade, que pode ocorrer em até 50% das pacientes com SOP. É caracterizada pela associação de fatores de riscos para doenças cardiovasculares e diabetes. Tem como base a resistência à ação de insulina o que obriga o pâncreas a produzir mais deste hormônio. O risco desta complicação pode ser avaliado precocemente e observado já na fase da adolescência.

Câncer endometrial

O câncer endometrial é o quarto mais comum entre as mulheres e o mais frequente entre os do sistema reprodutivo feminino, quando não se considera o câncer de mama. A SOP pode aumentar a chance desta doença devido às alterações hormonais que criam ciclos menstruais longos, além da obesidade que muitas vezes é acompanhada da síndrome metabólica.

Alterações do sono ou apneia noturna

Cerca de 17% a 24% dos homens e 5% a 9% das mulheres apresentam algum distúrbio do sono e repetidos episódios de dificuldade de respiração durante o mesmo. Este fato está frequentemente associada com obesidade, distribuição inadequada da gordura pelo corpo, resistência da insulina, hipertensão arterial e também a síndrome dos ovários policísticos, principalmente quando houver excesso de andrógenos.

Diabetes

A resistência à insulina favorece o surgimento da diabetes. Este favorecimento pode ser ainda maior quando estiver acompanhado de obesidade. O controle de peso rigoroso e a dieta alimentar equilibrada diminui a possibilidade desta complicação.

Infertilidade

Devido às alterações hormonais, mulheres com síndrome do ovário policístico passam a ovular menos ou de maneira prejudicada, causando a dificuldade em engravidar. Das causas de infertilidade por fator ovulatório 75% é devido a esta síndrome. Essas mulheres também podem passar por um alto índice de abortamento.

Tratamentos

Os tratamentos devem ser escolhidos de acordo com o perfil e a prioridade da paciente. Entretanto, não devem ser deixados de lado os riscos de complicações futuras causadas pela doença. Os problemas estéticos são importantes e devem ser medicados com drogas específicas, como no caso do Hirsutismo e Acne. O acompanhamento por especialistas em medicina estética pode ser bastante útil. Para as mulheres que não desejam engravidar o uso de anticoncepcionais com ação antiandrogênica a base de ciproterona, androstenediona ou clormadinona são prescritas para combater a doença. Já para aquelas mulheres que estejam em busca de uma gestação, mas não tem êxito devido a SOP, a normalização dos distúrbios metabólicos deve ser o alvo do tratamento, onde essa busca deve começar pelo controle de peso da paciente. O uso de medicação oral como a Metformina, para ajuda no controle da dislipidemia e resistência insulínica pode ser uma opção, ou até mesmo medicamentos chamados indutores de ovulação com Citrato de Clomifeno ou Gonadotrofinas em baixas doses, todos estes é claro sob orientação do médico especialista. Para aquelas pacientes que não respondem a estes tratamentos outra opção só que cirúrgica, é o Drilling Ovariano, que é feito por laparoscopia. Uma pequena faixa de mulheres, mais ou menos 20% será necessário um auxílio ainda maior, recorrendo às técnicas de reprodução assistida de alta complexidade como a FIV, esta na maioria das vezes é necessária quando a SOP está associada a outros fatores de infertilidade.

Fertilidade

A Síndrome dos Ovários Policísticos deve ser diagnosticada e tratada já na adolescência devido às complicações reprodutivas, metabólicas e oncológicas que podem estar associadas a ela. O melhor tratamento preventivo é uma dieta alimentar equilibrada e um estilo de vida saudável. Os sinais desta síndrome, além dos fatores hereditários, podem ser identificados pelos sintomas quanto a obesidade, à quantidade de pelos no corpo e ao padrão menstrual alterado, geralmente longo, alterações estas que podem ser notadas pelos pais ou familiares próximos. Estar atenta a todos os sintomas e buscar o tratamento correto com o especialista podem fazer toda a diferença em relação a complicações futuras desta síndrome que pode comprometer a fertilidade feminina.

Síndrome do Ovário Policístico (SOP)
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