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O que é amenorreia?

por Dr. Augusto Bussab



"O sistema reprodutivo da mulher, diferente do que acontece no corpo masculino, tem um funcionamento cíclico, marcado principalmente pela menstruação, momento em que se inicia um ciclo menstrual. Isto acontece, em partes, porque a mulher já nasce com uma reserva ovariana fixa e completa, sendo […]"
O que é amenorreia?

O sistema reprodutivo da mulher, diferente do que acontece no corpo masculino, tem um funcionamento cíclico, marcado principalmente pela menstruação, momento em que se inicia um ciclo menstrual.

Isto acontece, em partes, porque a mulher já nasce com uma reserva ovariana fixa e completa, sendo incapaz de produzir mais gametas ao longo de sua vida. Esta reserva é utilizada a cada ciclo menstrual desde a puberdade até a menopausa, quando a mulher fica infértil e não menstrua mais.

A cada ciclo menstrual uma complexa dinâmica hormonal entra em ação, em que participam os hormônios LH (hormônio luteinizante) e o FSH (hormônio folículo-estimulante), produzidos pela hipófise e que agem sobre os ovários. Esses hormônios interagem mais especificamente com os folículos ovarianos, induzindo tanto o recrutamento e crescimento dos folículos – que contêm um óvulo em seu interior –, como também a produção de testosterona, que é convertida em estrogênio.

Entre outras tarefas, o estrogênio age sobre uma camada que reveste a parede interna do útero, chamada endométrio, fazendo com que ela aumente de espessura.

Quando ocorre a liberação de um óvulo pelos ovários, mas não a fecundação, as taxas de estrogênio e da progesterona – produzida pelo corpo-lúteo, formado pelos folículos restantes após a liberação do gameta – caem bruscamente. Isso faz com que o endométrio descame e seja eliminado do organismo com a menstruação. Como esta camada mais espessa é vascularizada ocorre o sangramento característico da menstruação.

Podemos ver, portanto, como a menstruação é importante e pode indicar um bom funcionamento de parte dos processos que envolvem o sistema reprodutivo feminino.

Neste texto iremos falar sobre a amenorreia, que é quando a mulher para de menstruar ainda em idade fértil, e como isso pode acontecer.

Boa leitura!

O que é a amenorreia?

Como foi dito anteriormente, a amenorreia é a falta de menstruação na mulher. Apesar de causar uma certa confusão, ela não é uma doença em si, mas pode ser sintoma de diversos fatores. A amenorreia pode acontecer de forma natural, como é o caso das mulheres que já passaram pela menopausa ou que estão neste período da vida. Nas mulheres ainda em idade fértil, a amenorreia normalmente é sinal de problemas reprodutivos.

O uso de medicamentos, como alguns de uso psiquiátrico, podem causar amenorreia por induzir a um aumento nas taxas de prolactina, por exemplo. Além disso, algumas doenças como a SOP (síndrome dos ovários policísticos) e a endometriose ovariana também costumam causar amenorreia.

Outra informação interessante é que na maioria dos casos de amenorreia, além de não menstruar a mulher também não está ovulando e por isso não pode engravidar. É bom lembrar que isso costuma acontecer, mas não é uma regra.

Quais as possíveis causas da amenorreia?

Assim como os fatores citados anteriormente, desequilíbrios hormonais bem como deficiências nas glândulas responsáveis pela produção dos hormônios envolvidos na dinâmica do ciclo menstrual, costumam causar amenorreia.

Doenças como a SOP e a endometriose ovariana são as que mais estão envolvidas nos casos de amenorreia e podem causar infertilidade, inclusive, em casos mais graves, de forma permanente.

A SOP é uma doença que se caracteriza por causar alterações na dinâmica hormonal envolvida no funcionamento do ciclo menstrual em outras tarefas metabólicas.

O desequilíbrio hormonal causado pela SOP, principalmente do LH e FSH, faz com que a produção de estrogênio seja insuficiente para induzir ao espessamento do endométrio e auxiliar na ovulação. Sem ovulação, a progesterona também não tem suas taxas aumentadas e a menstruação não acontece.

Já a endometriose ovariana é uma doença que provoca cistos nos ovários – formados por células do endométrio e sangue coagulado – e, quando avançada, costuma prejudicar os folículos, afetando a produção e liberação do estrogênio e da progesterona, o que resulta em amenorreia e infertilidade.

Quais os possíveis tratamentos para a amenorreia?

Como a amenorreia em si não é uma doença, mas sim um sintoma, por isso o tratamento depende das causas da falta de menstruação. Quando provocada pelo uso de medicamentos, o tratamento vai consistir na avaliação da possibilidade da troca daquele medicamento.

Quando é causada pela SOP, o tratamento é feito com medicamentos hormonais, que são associados a mudanças nos hábitos cotidianos, até que haja um retorno ao equilíbrio das taxas hormonais. Geralmente quando este equilíbrio é restabelecido, os sintomas, como a amenorreia, desaparecem.

Já nos casos de endometriose ovariana o tratamento geralmente é cirúrgico para a retirada dos cistos. Contudo, o procedimento pode prejudicar os ovários e por isso a decisão sobre a cirurgia deve ser avaliada com rigor.

Em alguns casos, é necessário a remoção total dos ovários, o que faz com que tanto a infertilidade como a amenorreia sejam permanentes.

Amenorreia e infertilidade: qual a relação?

Geralmente quando a mulher apresenta com amenorreia, a ovulação provavelmente também não está acontecendo, o que faz da infertilidade um sintoma que acompanha a amenorreia, muitas vezes.

Além disso, doenças como a endometriose ovariana podem causar danos à reserva ovariana ou mesmo deixar a mulher infértil pela retirada cirúrgica dos ovários. Nestes casos, se a mulher ainda deseja ter filhos e está em idade fértil, é indicado que ela faça a preservação da fertilidade, utilizando-se do auxílio da FIV (fertilização in vitro) com o congelamento de gametas.

Esta é uma técnica de reprodução assistida que permite que os óvulos sejam coletados diretamente dos ovários e congelados para armazenamento, podendo assim serem utilizados após o tratamento da doença, possibilitando que a mulher tenha filhos mesmo depois da retirada dos ovários.

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