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Entenda a função da estimulação ovariana



"A variação nos níveis hormonais durante o ciclo menstrual é o que cria as condições ideias para o período fértil da mulher e é um dos principais fatores relacionados com a fertilidade. Ao longo do ciclo, os níveis de hormônio alteram-se e estimulam de maneira diferente os […]"

por Dr. Augusto Bussab

Entenda a função da estimulação ovariana

A variação nos níveis hormonais durante o ciclo menstrual é o que cria as condições ideias para o período fértil da mulher e é um dos principais fatores relacionados com a fertilidade. Ao longo do ciclo, os níveis de hormônio alteram-se e estimulam de maneira diferente os ovários e o tecido interno do uterino, chamado de endométrio, para proporcionar a ovulação e preparar o útero para uma possível gravidez.

A alteração dos níveis hormonais que acontece em algumas mulheres pode trazer consequências para a fertilidade, pois o ovário deixa de ser estimulado da maneira correta e natural, e a ovulação é afetada. Nesses casos, a estimulação ovariana é indicada.

Acompanhe o texto para saber mais sobre esse procedimento!

O que é a estimulação ovariana?

A ovulação é controlada pela ação dos hormônios progesterona, estrogênio, folículo-estimulante (FSH) e luteinizante (LH). Após a menstruação, o corpo feminino aumenta a produção do FSH, que estimula o amadurecimento dos óvulos nos ovários. Aproximadamente no meio do ciclo (14º dia), há um pico de LH, que estimula o folículo mais maduro a liberar o óvulo, ocorrendo a ovulação.

Em algumas mulheres, há alterações hormonais que trazem prejuízo na liberação do óvulo, de forma que a ovulação não acontece ou o óvulo liberado não é maduro o suficiente para ser fecundado.

Nesses casos, a estimulação ovariana pode ser indicada. Ela consiste na estimulação dos ovários com o uso de medicamentos compostos à base de hormônios. Dessa forma, os níveis hormonais da mulher são controlados de forma a garantir a estimulação suficiente e correta dos ovários.

Quando é indicada?

A estimulação ovariana é indicada nos casos de alterações da ação natural dos hormônios no corpo da mulher que levam à ovulação irregular ou impedem a ovulação, como:

  • mulheres com idade superior a 35 anos (menor quantidade de folículos ovarianos);
  • falência ovariana precoce;
  • mulheres com distúrbios hormonais comprovados;
  • mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP).

Para que o procedimento seja realizado, é necessária a confirmação de que a mulher possui útero e ovários viáveis e que ainda tenha número suficiente de folículos que possam ser estimulados.

Além disso, devem ser respeitadas as contraindicações:

  • histórico de câncer de mama, útero ou ovário;
  • sangramento vaginal de causa desconhecida;
  • problemas de tromboembolismo;
  • tumores no hipotálamo ou na hipófise.

Qual o objetivo da estimulação ovariana?

A estimulação ovariana é a primeira etapa das técnicas de reprodução assistida, como a relação sexual programada, a inseminação artificial e a fertilização in vitro (FIV), para garantir a formação de um óvulo maduro, saudável e viável para ser fecundado naturalmente ou em ambiente laboratorial.

O médico especialista em reprodução é o responsável por indicar o uso da estimulação, prescrever as dosagens hormonais e acompanhar o procedimento.

Como ela pode aumentar as chances de gravidez?

Em um ciclo menstrual normal, a mulher tem vários folículos se desenvolvendo no interior de seus ovários, mas apenas um amadurece e libera um óvulo após o pico de LH. Com a estimulação ovariana, mais folículos são estimulados nos ovários, de forma que mais de um óvulo maduro é liberado. O objetivo é garantir a formação de um bom número de óvulos maduros, que possam ser fecundados pelos espermatozoides posteriormente.

A estimulação ovariana garante que vários folículos que seriam perdidos amadureçam e tenham seus óvulos aproveitados. Ela aumenta as chances de gravidez, pois possibilita a formação de mais embriões viáveis.

A estimulação ovariana é uma importante etapa de grande parte das técnicas de reprodução assistida, sendo um dos fatores principais para o sucesso dos procedimentos.

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