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Como é feito o teste de fragmentação do DNA espermático?



"Cerca de 50% dos casos de infertilidade dos casais podem estar associados a um fator masculino. A fragmentação do DNA espermático tem sido apontada, atualmente, como um dos principais. Dessa forma, o teste de fragmentação do DNA é fundamental para investigação da infertilidade masculina. O […]"

por admin

Como é feito o teste de fragmentação do DNA espermático?

Cerca de 50% dos casos de infertilidade dos casais podem estar associados a um fator masculino. A fragmentação do DNA espermático tem sido apontada, atualmente, como um dos principais. Dessa forma, o teste de fragmentação do DNA é fundamental para investigação da infertilidade masculina.

O teste utilizado classicamente para avaliação da fertilidade masculina, que é o espermograma, apesar de possibilitar uma análise de parâmetros importantes, como o número de espermatozoides, motilidade e morfologia espermática, não fornece nenhuma informação sobre a constituição genética do espermatozoide, essencial para o desenvolvimento normal do embrião.

Assim, um alto nível de danos no DNA dos espermatozoides pode representar um fator de infertilidade que o exame convencional não consegue detectar e essa é uma das principais causas de falhas na implantação do embrião e abortos de repetição.

Continue a leitura e saiba mais, neste texto, sobre como a fragmentação do DNA espermático interfere na fertilidade masculina, como é realizado o teste de DNA espermático e como a reprodução assistida melhora as chances de homens com o problema.

Como é a composição do sêmen e estrutura dos espermatozoides?

O sêmen contém espermatozoides e é o meio de nutrição e proteção para os gametas masculinos até a fertilização do óvulo.

Os espermatozoides são células reprodutivas presentes nele. Possuem cabeça, tronco e cauda e contêm uma cópia de cada cromossomo, todos os genes masculinos.

O espermatozoide tem dois componentes principais, a cabeça e a cauda ou flagelo. A cabeça é formada pelo acrossomo, núcleo e, em menor quantidade, por estruturas citoesqueléticas e citoplasma.

O núcleo contém um de cada par cromossômico e a cromatina, substância constituinte do cromossomo, composta de ADN, ARN e proteínas, que se torna altamente condensada durante a última fase da espermatogênese, processo pelo qual os espermatozoides se formam.

Alterações no núcleo e na cromatina provocam a fragmentação do DNA, interferindo diretamente na fertilidade masculina.

A fragmentação do DNA espermático é significativamente maior em homens inférteis, ao mesmo tempo que homens com parâmetros de sêmen mais pobres são mais propensos a ter alta fragmentação.

No entanto, a alta fragmentação de DNA também pode ser encontrada em homens com sêmen normal, muitas vezes diagnosticados com infertilidade sem causa aparente (ISCA).

Uma das principais causas de danos no DNA espermático é o estresse oxidativo, provocado pela produção excessiva de espécies reativas de oxigênio. Outras causas comuns são defeitos na cromatina espermática e mecanismos de reparo do DNA, por exemplo.

Alguns fatores também influenciam na fragmentação do DNA:

  • Avanço da idade;
  • Infecções;
  • Leucocitospermia (leucócitos no esperma, que indicam a presença de anticorpos antiespermatozoides);
  • Febre alta;
  • Temperatura testicular elevada;
  • Varicocele;
  • Obesidade;
  • Dieta pobre em nutrientes;
  • Consumo de drogas;
  • Alcoolismo;
  • Tabagismo;
  • Exposição a poluentes ambientais e ocupacionais.

Fragmentação do DNA espermático

Embriões derivados de espermatozoides cujo DNA é altamente fragmentado têm um mau prognóstico. Danos no DNA do embrião podem resultar em degeneração celular e mutações genéticas, que provocam desde a interrupção do desenvolvimento ao aborto espontâneo.

Por isso, nos casais em que o homem tem um percentual alto de espermatozoides com DNA fragmentado, as chances de uma gravidez bem-sucedida são significativamente reduzidas.

O resultado do teste de fragmentação do DNA espermático contribui para identificar possíveis causas de ISCA, falha na implantação do embrião ou aborto espontâneo recorrente.

Como é feito o teste de fragmentação do DNA espermático?

O teste de fragmentação do DNA espermático, além de investigar a estrutura do DNA e cromatina, também avalia os mesmos critérios da análise seminal, como volume, viscosidade do sêmen, morfologia, motilidade e vitalidade dos espermatozoides.

O paciente deve ficar sem ejacular por 2 dias, no máximo 3, considerando não apenas a relação sexual, mas também a masturbação. Acima de 72 horas o esperma começa a envelhecer no organismo e as chances de fragmentação de DNA aumentam. A coleta do sêmen é feita por masturbação em recipientes estéreis.

Várias técnicas estão disponíveis atualmente para avaliar os índices de fragmentação do DNA, no entanto, as duas mais utilizadas são a técnica TUNEL e o Teste da estrutura da cromatina espermática.

O TUNEL detecta danos endógenos no DNA e é considerado o método mais adequado para quantificar as quebras de DNA dos espermatozoides. A avaliação se baseia na incorporação de nucleotídeos, marcados com corante fluorescente que determina a fragmentação. Os espermatozoides são examinados microscopicamente e identificados como TUNEL positivo (DNA fragmentado), se houver presença de coloração verde na cabeça, ou negativo, DNA íntegro, indicado pela coloração azul.

Já o teste da estrutura da cromatina espermática identifica a quantidade de espermatozoides com DNA defeituoso presentes em uma amostra de sêmen. Os espermatozoides são corados com uma sonda fluorescente que interage com a molécula de DNA. O sinal de fluorescência muda quando o DNA é fragmentado.

Os resultados demonstram o potencial de fertilidade, que varia de 15%, designando espermatozoides com excelente ou boa integridade do DNA, à 50%, quando a integridade é muito pobre.

O tratamento mais adequado é definido baseado no diagnóstico.

Qual o tratamento indicado para o DNA espermático fragmentado?

Nos casos em que o dano é causado por infecções, o tratamento é feito com antibióticos, ministrados após a identificação da bactéria. A cirurgia para correção de varicocele soluciona o problema quando ele é causado pela dilatação das veias testiculares.

Se a causa for estresse oxidativo, uma mudança no estilo de vida e uma dieta balanceada ajuda a reduzir os índices de fragmentação.

Quando o problema resulta de outras causas ou se os tratamentos não forem bem-sucedidos, a indicação passa a ser a reprodução assistida.

Como a reprodução assistida melhora as chances de fecundação de homens com fragmentação?

O tratamento de reprodução assistida indicado para infertilidade masculina causada por diferentes fatores, inclusive fragmentação do DNA espermático, é a FIV (fertilização in vitro) com ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides).

Na maioria dos casos, o dano ao DNA ocorre em nível pós-testicular, ou seja, no esperma ejaculado. Por isso, a chance de obter espermatozoides sem o problema, do epidídimo ou dos testículos, é bastante significativa.

A FIV possibilita a recuperação dos gametas em ambos os locais, a partir da utilização de diferentes técnicas.

Além disso, antes de serem injetados no óvulo, os espermatozoides são individualmente avaliados por um microscópio de alta potência e resolução, proporcionando a identificação dos mais saudáveis e minimizando os riscos provocadas pela fragmentação do DNA.

O teste genético pré-implantacional, uma das técnicas complementares à FIV, possibilita, ainda, o rastreio das células embrionárias para detectar anormalidades cromossômicas provocadas pela fragmentação do DNA após a fecundação. Apenas os embriões mais saudáveis são posteriormente transferidos para o útero.

Nos casos em que a fragmentação é muito alta e não é possível realizar o tratamento com gametas próprios, como alternativa para obtenção de gravidez, há ainda como opção a doação de espermatozoides, outra técnica complementar ao procedimento.

A FIV com ICSI revolucionou o tratamento de infertilidade por fator masculino, aumentando ainda mais as chances para uma gravidez bem-sucedida.

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