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Tive uma baixa resposta ovariana na FIV. O que devo fazer?



"Durante a realização da fertilização in vitro (FIV), os óvulos são coletados diretamente do ovário e disponibilizados […]"

por Dr. Augusto Bussab

Tive uma baixa resposta ovariana na FIV. O que devo fazer?

Durante a realização da fertilização in vitro (FIV), os óvulos são coletados diretamente do ovário e disponibilizados para a fecundação em laboratório. Quanto mais óvulos são coletados inicialmente, maior é a chance de um embrião saudável ser gerado e do processo como um todo ser bem-sucedido.

Mas o que fazer quando ocorre uma baixa resposta ovariana e poucos óvulos são coletados para a FIV? Vamos explicar tudo aqui no post. Confira!

O que é a baixa resposta ovariana?

Baixa resposta ovariana é a expressão usada para descrever uma condição na qual os ovários não respondem de forma satisfatória à estimulação ovariana e produzem uma quantidade reduzida de óvulos maduros durante o ciclo de FIV.

Para o diagnóstico dessa condição, é utilizado o Critério de Bolonha, criado pela Sociedade Europeia de Reprodução Humana (ESHR) em 2011, no qual mulheres “más respondedoras” são aquelas que apresentam pelo menos duas das seguintes características:

  • idade materna avançada (≥ 40 anos) ou fatores de risco para má resposta;
  • má resposta em ciclo de estimulação convencional prévio (<4 óvulos);
  • provas de reserva ovariana alteradas.

Nessas mulheres, a taxa de cancelamento (quando nenhum embrião é transferido) se aproxima dos 40% a 50%, e a taxa de bebê nascido vivo pode ficar abaixo de 10% por ciclo de FIV.

Por que esse problema ocorre?

A baixa resposta ovariana está associada a qualquer fator que prejudique o funcionamento dos ovários, incluindo idade avançada, quimioterapia, radioterapia pélvica ou cirurgia ovariana prévia e histórico familiar de falência ovariana precoce.

É possível prever essa alteração?

Em alguns casos, sim. Geralmente, ele acontece em mulheres que apresentam indícios de baixa reserva ovariana na avaliação inicial da fertilidade com:

  • idade próxima à menopausa;
  • altos níveis de FSH;
  • baixos níveis de hormônio antimülleriano;
  • baixa contagem de folículos antrais ao ultrassom;
  • baixo pico de estradiol.

A partir daí, o médico pode alterar o protocolo de estimulação para tentar aumentar essa resposta, e o casal se prepara melhor para a possibilidade de falha com a FIV tradicional.

Como tratar esse problema?

O tratamento da baixa resposta ovariana é um desafio para os médicos, já que não existe um medicamento ou procedimento que consiga aumentar a reserva de óvulos.

Por isso, quando os exames indicam que a mulher possui uma quantidade mínima de óvulos saudáveis, é realizada mais uma FIV com protocolos de estimulação ovariana diferentes da FIV tradicional para tentar promover a maturação desses óvulos para a coleta. As possibilidades são:

Aumento da dose hormonal

Utiliza os mesmos medicamentos utilizados na estimulação hormonal tradicional, mas em doses mais altas para aumentar o efeito sobre os ovários e assim permitir a coleta de um número maior de óvulos.

Mini-FIV

Utiliza microdoses de agonistas de GnRH durante a estimulação e tem um custo menor do que a FIV convencional.

Microflare

Utiliza anticoncepcionais orais antes da estimulação para inibir cistos remanescentes, estimular a liberação de gonadotrofinas endógenas e gerar folículos com crescimento mais homogêneo. Pode ser combinado com o uso de antagonistas de GnRH.

Duas coletas em um único ciclo

Realiza dois ciclos de estimulação ovariana e indução de ovulação em um mesmo ciclo menstrual para aumentar o número de óvulos coletados.

Outras alternativas

Alguns tratamentos incluem também hormônio de crescimento (GH), coenzima Q10 (CoQ10), fator estimulante de colônias de granulócitos (G-CSF) e testosterona transdérmica.

E quando a resposta ovariana se mantém baixa?

Nesses casos, é importante melhorar os cuidados com as outras etapas da FIV para aumentar a chance de cada óvulo se tornar um embrião saudável.

Para isso, é possível utilizar técnicas como a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (Super-ICSI), que seleciona os espermatozoides mais saudáveis para a fecundação e os injeta dentro do citoplasma do óvulo; o hatching assistido, que facilita a eclosão e a implantação do embrião; e o endometrial receptivity array (ERA), que avalia a receptividade do endométrio à implantação do embrião.

Outra possibilidade é utilizar óvulos doados. A fecundação ocorre com óvulos obtidos de outra mulher, mas os embriões são transferidos para o útero da futura mãe, e a gestação ocorre normalmente. As taxas de sucesso com ovodoação alcançam de 50% a 60%.

Quer iniciar seu tratamento para baixa resposta ovariana? Agende sua consulta com o Dr. Augusto Bussab.


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