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Síndrome de Down e idade feminina: existe relação?



"Popularmente, sabe-se que a síndrome de Down tem uma relação com a idade feminina no momento da gestação. Mulheres que engravidam com idades mais avançadas têm maior tendência a terem filhos com esta condição genética. No entanto, apesar de apresentar um risco um pouco maior, […]"

por Dr. Augusto Bussab

Síndrome de Down e idade feminina: existe relação?

Popularmente, sabe-se que a síndrome de Down tem uma relação com a idade feminina no momento da gestação. Mulheres que engravidam com idades mais avançadas têm maior tendência a terem filhos com esta condição genética.

No entanto, apesar de apresentar um risco um pouco maior, mulheres mais velhas não precisam entrar em pânico. Algumas acabam optando pela reprodução assistida para auxiliar no processo de gravidez para que esse risco seja ainda menor.

A seguir, você vai saber mais sobre a síndrome de Down, como ela ocorre e como a idade da mulher pode influenciar nesse acontecimento.

O que é a síndrome de Down?

Também chamada de trissomia 21, a síndrome de Down é uma condição genética causada por um cromossomo extra no par 21.

As pessoas normalmente possuem 46 cromossomos em suas células, vindos dos 23 pares. Já as pessoas com síndrome de Down, possuem 47 cromossomos, dentre eles três cópias do cromossomo 21, ao invés duas.

É uma condição que traz características físicas únicas e a propensão a certos tipos de doenças. Apesar de apresentarem uma deficiência intelectual e no aprendizado, pessoas com síndrome de Down possuem uma personalidade única, boa comunicação, e costumam ser bastante sensíveis.

Quando recebem o atendimento e estímulos adequados, essas pessoas têm grande potencial para uma vida saudável e total inclusão social.

De acordo com o Ministério da Saúde, a cada 600 a 800 nascimentos, uma criança tem síndrome de Down, independente de etnia, classe social ou gênero.

Algumas características são típicas de pessoas com essa alteração genética, dentre elas:

  • Língua mais protrusa do que o normal;
  • Olhos amendoados devido às pregas nas pálpebras;
  • Mãos com uma única prega na palma e não duas;
  • Olhos com tamanhos menores;
  • Membros mais curtos;
  • Tônus muscular mais fraco.

Também podem ocorrer em diferentes graus a deficiência intelectual e a dificuldade no aprendizado. Pessoas com síndrome de Down ainda são mais propensas a alguns tipos de problemas de saúde como:

  • Problemas respiratórios;
  • Problemas cardíacos congênitos;
  • Doença do refluxo esofágico;
  • Otites mais recorrentes;
  • Apneia do sono;
  • Disfunções da tireoide, podendo aumentar a chance de sobrepeso.

Relação da síndrome de Down com a idade feminina

Já é de conhecimento público que a idade materna interfere na ocorrência de nascimentos com síndrome de Down. Isso ocorre devido ao fato de os folículos que dão origem aos óvulos serem mais velhos e possuírem mais chances de erros durante a divisão celular.

Porém, este não é o único fator que influencia na alteração genética e não deve ser tratado como um grande problema.

De acordo com um estudo da Universidade Federal da Bahia, existe sim uma relação com a idade da mulher, mas é menor do que se pensava. Este estudo evidencia também a relação com outros fatores determinantes para a síndrome de Down.

Ainda segundo este estudo, cerca de 40% dos nascidos com síndrome de Down possuem mães com idade entre 40 e 44 anos. Porém, mulheres nesta faixa etária são responsáveis por apenas 2% do total de nascimentos.

Isso ocorre porque o fato de mulheres mais velhas terem filhos com essa alteração genética depende de pelo menos mais um fator determinante aliado ao fator de idade.

A síndrome de Down e a reprodução assistida

Atualmente, as técnicas de reprodução assistida têm se desenvolvido bastante no mundo todo. Os métodos são muito avançados e possuem diferentes complexidades e alcance do sucesso.

Existem três procedimentos distintos: fertilização in vitro (FIV), inseminação intrauterina (IIU) e a relação sexual programada (RSP).

A FIV possui alta complexidade e é indicada em diversas situações de problemas com infertilidade, devido ao fato de ser a que possui maior taxa de sucesso.

A inseminação intrauterina se assemelha ao processo natural de fecundação e possui grandes chances de sucesso, ainda que sejam menores do que as da FIV.

A relação sexual programada é a menos complexa, pois envolve apenas dois procedimentos principais: a estimulação ovariana e a orientação ao casal sobre o período fértil.

Pensando na situação em que a síndrome de Down ocorre, o mais indicado é a fertilização in vitro. Por meio desta técnica, a fertilização e feita em laboratório e os embriões são cultivados antes da transferência para o útero. Assim, é possível escolher os embriões livres de mutação genética por meio de um processo chamado teste genético pré-implantacional (PGT).

Quando o casal é submetido à FIV, a opção preventiva é tomada e os embriões transferidos para o útero materno são os que foram analisados e considerados normais, sem qualquer mutação genética.

Com isso, mulheres com idades mais avançadas que têm medo de gerarem filhos com essa alteração genética, podem optar pela reprodução assistida a fim de minimizar este fator determinante.

É necessário buscar um auxílio médico para que ele seja capaz de analisar a situação e indicar a melhor opção a ser tomada.

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