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Reprodução assistida: conheça as 3 principais técnicas



"  A maioria das mulheres e homens querem ter um filho em algum momento da vida. Por isso, entender o que define a infertilidade é crucial, pois trata-se de uma condição relativamente comum. Sabendo o que caracteriza a fertilidade, você saberá quando procurar auxílio médico […]"

por Dr. Augusto Bussab

Reprodução assistida: conheça as 3 principais técnicas

 

A maioria das mulheres e homens querem ter um filho em algum momento da vida. Por isso, entender o que define a infertilidade é crucial, pois trata-se de uma condição relativamente comum. Sabendo o que caracteriza a fertilidade, você saberá quando procurar auxílio médico caso não esteja conseguindo engravidar.

Existe, hoje, diversas técnicas, procedimentos, exames e outros recursos para aumentar as chances de engravidar. As principais técnicas são: fertilização in vitro (FIV) convencional e por ICSI, inseminação artificial (IA) e relação sexual programada (RSP).

Neste texto, abordarei os pontos mais importantes sobre cada uma delas. Assim, você entenderá cada técnica, as indicações e as taxas de sucesso. Continue lendo e confira.

Fertilização in vitro (FIV)

A FIV é uma técnica de alta complexidade indicada para superar uma série de problemas que podem causar a infertilidade. Para muitos casais, a técnica dá a eles a melhor chance de realizar o sonho de ter um filho.

A FIV é um procedimento em que a fertilização, a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, é realizada fora do corpo da mulher, em um laboratório especializado. O óvulo fertilizado (embrião) se desenvolve em um ambiente preparado especificamente para isso, chamado incubadora, por alguns dias antes de ser transferido para o útero da mulher, aumentando a chance de gravidez.

Se o sêmen do homem tiver baixa quantidade de espermatozoides e eles apresentarem morfologia e motilidade prejudicadas, utilizamos a técnica de injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI). Nessa modalidade da FIV, cada um dos espermatozoides é inserido, com o auxílio de uma agulha extremamente fina, em cada óvulo.

Após a fertilização, os embriões são monitorados em laboratório por alguns dias (de 3 – D3 – a 5 dias – blastocisto) e depois transferidos para o útero da paciente em um procedimento simples chamado de transferência embrionária, técnica semelhante ao exame ginecológico de rotina, mas com o depósito dos embriões diretamente na cavidade uterina.

Indicações

A FIV é indicada para praticamente todos os casos de infertilidade, principalmente para:

  • Pacientes que tenham realizado tratamentos de reprodução assistida de baixa complexidade, mas não tenham obtido sucesso;
  • Mulheres com lesões tubárias ou que tenham retirado as tubas uterinas (trompas de Falópio) por alguma razão, o que impede a fecundação natural ou por inseminação artificial;
  • Mulheres com endometriose avançada que altera as tubas uterinas e a qualidade dos óvulos;
  • Situações nas quais a mulher já tem idade mais avançada, principalmente acima dos 35 anos, apresentando número reduzido de óvulos;
  • Homens com doenças que causam infertilidade.

Taxa de sucesso

A FIV é a técnica de reprodução assistida com maior taxa de sucesso devido a sua alta complexidade e recursos. A probabilidade média de gravidez é de 40%, podendo aumentar ou diminuir de acordo com alguns fatores:

  • Idade da mulher;
  • Número de óvulos obtidos no ciclo;
  • A qualidade seminal;
  • Receptividade do útero.

Inseminação Artificial (IA)

Diferentemente da FIV, na IA, a fertilização do óvulo acontece dentro do corpo feminino, assim como é o processo natural após uma relação sexual.

A IA aumenta as chances de uma gravidez porque os espermatozoides, depois de serem preparados, são injetados diretamente no útero. Dessa forma, determinadas alterações, como o muco cervical espesso e baixa qualidade e quantidade de espermatozoides (apenas fatores leves de distúrbios), podem ser superadas com a IA.

Indicações

As razões mais comuns para a indicação da IA são a baixa contagem de espermatozoides e alterações leves de morfologia, mas também é indicada para casos de infertilidade sem causa aparente, condição cervical hostil, disfunção da ejaculação e condições que causem dificuldade para os espermatozoides entrar no útero.

Taxa de sucesso

A probabilidade média varia de 10% a 20% de sucesso, mas alguns fatores podem afetar essas taxas, como:

  • Idade;
  • Problemas de fertilidade para homens e mulheres.

Em muitos casos, indica-se a FIV diretamente, principalmente no caso de fatores mais graves de infertilidade.

Relação Sexual Programada (RSP)

O médico pode indicar que você comece com a técnica de reprodução assistida mais simples, a RSP, mas isso só acontece quando os fatores de infertilidade são leves e específicos, como distúrbios de ovulação. Essa é a técnica de mais baixa complexidade.

Na RSP, ocorrem dois procedimentos principais: a estimulação ovariana e a orientação do casal sobre o período fértil.

A estimulação ovariana é feita com medicamentos hormonais que estimulam o amadurecimento de um número maior de folículos e, consequentemente, de óvulos disponíveis para fecundação, aumentando as chances de gravidez. Durante o período de medicação, são feitas ultrassonografias seriadas para o acompanhamento do desenvolvimento dos folículos nos ovários. Quando eles atingem cerca de 18 mm, é administrada outra medicação para o rompimento dos folículos, que liberam os óvulos.

O segundo passo é orientar o casal sobre o período fértil, que é a ovulação. Manter relações sexuais nesse período aumenta as chances de gravidez.

Indicações

Em casos de disfunção ovulatória, desde que as tubas uterinas estejam em boas condições e os espermatozoides do parceiro estejam dentro dos parâmetros de normalidade.

É recomendada apenas para mulheres de até 35 anos.

Taxa de sucesso

A taxa de gravidez da RSP é de aproximadamente 15% a 20% por ciclo de tratamento.

Infertilidade

Aproximadamente 85% dos casais conseguem a gravidez dentro de um ano de tentativas naturais, sendo a incapacidade de conceber dentro de 12 meses definida como infertilidade pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Diversos fatores podem causar infertilidade, tanto masculinos quanto femininos. As causas mais comuns femininas são:

  • Endometriose;
  • Idade materna avançada;
  • Distúrbios da ovulação;
  • Bloqueio tubário;
  • Miomas uterinos;
  • Pólipos endometriais;
  • Infertilidade sem causa aparente (ISCA).

Os fatores masculinos mais comuns são:

  • Azoospermia (ausência de espermatozoides no sêmen);
  • Alterações na qualidade dos espermatozoides.

Então se o casal está tentando engravidar há mais de 12 meses sem sucesso, é importante procurar ajuda de um médico especialista. No entanto, existem alguns fatores que podem indicar a necessidade de procurar um médico imediatamente:

  • Período menstrual infrequente;
  • Miomas uterinos ou pólipos endometriais conhecidos;
  • Anormalidades conhecidas no sêmen;
  • Histórico de infecções pélvicas ou infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Se a mulher tiver mais que 35 anos, o casal pode procurar um especialista depois de 6 meses de tentativas.

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