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Quais são os efeitos dos altos níveis de FSH e o que fazer nesse caso?



"O FSH é considerado um dos hormônios mais importantes para a fertilidade, tanto masculina quanto […]"

por Dr. Augusto Bussab

Quais são os efeitos dos altos níveis de FSH e o que fazer nesse caso?

O FSH é considerado um dos hormônios mais importantes para a fertilidade, tanto masculina quanto feminina, e costuma ser medido para o planejamento dos tratamentos de reprodução assistida.

Quando os resultados estão acima do normal, surgem várias dúvidas ao casal. Quais as causas dessa alteração? Como isso interfere na chance de gravidez? Quais as opções disponíveis para a correção do FSH alto? É possível restaurar a fertilidade?

Se você também quer descobrir as respostas para essas perguntas, é só conferir o nosso post!

O que é FSH?

FSH significa hormônio folículo-estimulante (Follicle-stimulating hormone). Produzido na hipófise, o FSH é o responsável por estimular o funcionamento dos ovários nas mulheres e dos testículos nos homens, ajudando na regulação da maturação puberal, da liberação dos hormônios sexuais e dos processos reprodutivos.

Quais os valores normais de FSH?

Nas mulheres pré-menopausa, o FSH é considerado normal até 12 mUI/mL na fase folicular do ciclo menstrual e entre 12 e 25 mUI/mL na fase lútea.

Já em mulheres pós-menopausa, o FSH normalmente está acima de 30 mUI/mL. Nos homens, o valor de referência é de até 10 mUI/mL.

Vale ressaltar que esses valores podem sofrer alterações entre os laboratórios devido a diferenças nas técnicas de dosagem e nos materiais utilizados (radioimunoensaio, imunoensaio enzimático, fluorimetria ou quimioluminescência).

Qual a relação do FSH com a fertilidade?

Ao estimular as gônadas, o FSH acaba sendo fundamental para o processo de produção dos óvulos e dos espermatozoides.

Nos homens, o FSH estimula a espermatogênese nas células dos túbulos seminíferos. Nas mulheres, provoca a proliferação e maturação dos folículos ovarianos, induzindo a liberação do hormônio responsável pela ovulação, o hormônio luteinizante ou LH.

Dessa forma, quando o organismo produz FSH em níveis alterados, todos esses processos ficam desestabilizados, e a pessoa costuma apresentar um quadro de infertilidade.

Quais são as causas do aumento de FSH?

O mais comum é que os ovários e os testículos não estejam respondendo de forma adequada ao estímulo hormonal devido a problemas locais e a hipófise reaja com aumento da produção de FSH para tentar aumentar o estímulo.

Assim, a elevação do FSH é uma alteração laboratorial que pode ser encontrada em diversos doenças, incluindo:

  • falência ovariana precoce;
  • reserva ovariana reduzida;
  • menopausa;
  • síndrome de Turner;
  • andropausa;
  • azoospermia;
  • adenoma hipofisário;
  • síndrome de Klinefelter;
  • baixa sensibilidade das células aos hormônios sexuais (progesterona, estrogênio e testosterona);
  • infecções ou traumas gonadais;
  • radioterapia ou quimioterapia prévia.

Existe tratamento para controlar o aumento de FSH?

Não há tratamento que consiga restaurar o funcionamento dos ovários e dos testículos e controlar os níveis de FSH produzidos pela hipófise, tornando o aumento de FSH irreversível.

Entretanto, a partir do momento que o aumento de FSH é diagnosticado, é possível planejar melhor os procedimentos de reprodução assistida para aumentar as chances de o casal engravidar.

Como engravidar com o FSH alto?

Apenas um médico especialista em reprodução humana é capaz de analisar a situação do casal e determinar a melhor alternativa para a gravidez, mas a maioria dos tratamentos segue alguns padrões.

Quando a produção de gametas está reduzida, mas ainda é existente, é possível aumentar as chances de gravidez por meio da coleta dos gametas e da realização de fertilização in vitro (FIV).

Quando o aumento de FSH está presente na mulher, são realizados protocolos de estimulação ovariana específicos que utilizam doses maiores de hormônios, anticoncepcionais orais ou mesmo ciclos naturais com minidoses de medicamentos.

Na FIV, o encontro do óvulo e do espermatozoide ocorre em laboratório, e o embrião (ou blastocisto, dependendo do caso) é transferido para o útero materno para a continuidade da gravidez.

Quando realmente não há produção de gametas, é possível utilizar óvulos ou espermatozoides doados para permitir que o casal realize o sonho de engravidar.

Nesses casos, os óvulos doados são submetidos a uma FIV com os espermatozoides do parceiro, e o embrião é transferido para o útero da futura mãe. Se os espermatozoides forem doados, tanto a inseminação artificial quanto a FIV podem ser realizadas.

Agora que você já conhece os efeitos do FSH alto, que tal entender melhor como funciona a doação de óvulos no Brasil?


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