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O que é D5 ou blastocisto?

por Dr. Augusto Bussab



"A fertilização in vitro (FIV), principal técnica de reprodução assistida, pode ser indicada quando após 12 meses de tentativa de gravidez não se obtém sucesso e os fatores de infertilidade, femininos e/ou masculinos, são de maior gravidade. Nessa técnica, a fecundação acontece em laboratório e os embriões […]"
O que é D5 ou blastocisto?

A fertilização in vitro (FIV), principal técnica de reprodução assistida, pode ser indicada quando após 12 meses de tentativa de gravidez não se obtém sucesso e os fatores de infertilidade, femininos e/ou masculinos, são de maior gravidade.

Nessa técnica, a fecundação acontece em laboratório e os embriões formados, após alguns dias de desenvolvimento, são transferido ao útero. Uma das fases em que essa transferência pode ocorrer é chamada blastocisto ou D5, quando estão entre o quinto e o sexto dia de desenvolvimento.

Na fecundação, o espermatozoide e o óvulo se fundem no interior das tubas uterinas. A partir desse processo, surge o zigoto, célula primordial que vai dar origem a uma nova vida. O zigoto é encaminhado das tubas em direção ao útero pelos movimentos ciliares dos músculos.

Durante esse percurso das tubas uterinas para o útero o zigoto passa por um processo de clivagens, que nada mais são dos que divisões celulares. Assim que ele começa a se dividir, passa a ser chamado de embrião, que tem várias fases.

Na fase de blastocisto, já no útero, o embrião se implanta no endométrio, camada de revestimento interno em que fica abrigado e é nutrido até a formação da placenta.

Para entender melhor o que é D5 ou blastocisto, continue a leitura deste texto até o final!

Como o embrião se desenvolve?

Após o encontro entre o espermatozoide e o óvulo, forma-se o zigoto e algum tempo depois se inicia o processo de divisão celular, chamado de clivagem.

Em aproximadamente três dias, o embrião alcança o estágio denominado mórula. Nesse estágio, o embrião é semelhante a uma amora, uma massa sólida e compacta com mais ou menos 32 blastômeros. O processo de formação da mórula ainda ocorre nas tubas uterinas.

Quando o embrião chega ao útero, as células já se reorganizaram e passaram a ocupar a periferia do embrião, formando no centro dele uma cavidade oca cheia de líquido chamada blastocele, quando o embrião passa a ser chamado de blastocisto.

Na fase de blastocisto, o embrião já possui mais de uma centena de células, que se dividem em trofoblasto e embrioblasto. Quando ocorre a implantação no endométrio, o embrioblasto vai formar o embrião e o trofoblasto, os anexos embrionários, incluindo a placenta.

D5 ou blastocisto nos tratamentos de reprodução assistida

Na medicina reprodutiva, diferentes técnicas possibilitam o tratamento da infertilidade. Elas são indicadas de acordo com cada caso. Nas de baixa complexidade, relação sexual programada (RSP) e inseminação artificial (IA), a fecundação acontece espontaneamente, nas tubas uterinas, assim como o desenvolvimento embrionário.

Na FIV, por outro lado, como a fecundação é realizada em laboratório, é possível acompanhar o desenvolvimento embrionário.

Após serem formados, na fase de cultivo embrionário, os embriões são armazenados em incubadoras especiais e o processo de desenvolvimento é acompanhado diariamente por um embriologista. Para isso, são usados sistemas de classificação que ajudam a determinar em qual fase devem ser transferidos: D3 ou clivagem, fase que acontece entre o segundo e o terceiro dia de desenvolvimento, e embriões no dia 5 ou blastocisto.

A transferência em D3 geralmente é recomendada quando os embriões não têm qualidade suficiente para se desenvolver fora do útero, então já no 3º dia são transferidos.

Porém, quando é possível que o desenvolvimento ocorra em laboratório até a fase de blastocisto, essa fase é uma importante opção para a transferência por diferentes motivos. Além da sincronização fisiológica, pois é quando a implantação acontece na gestação natural, várias técnicas complementares à FIV podem ser aplicadas para solucionar problemas que podem interferir no sucesso do tratamento.

Como é a transferência em D5 ou blastocisto na FIV?

O tratamento com a FIV é realizado em cinco etapas. São elas:

  • Estimulação ovariana e indução da ovulação;
  • Punção folicular e preparo seminal, para a coleta e seleção de óvulos e espermatozoides;
  • Fecundação;
  • Cultivo embrionário;
  • Transferência dos embriões.

Após o cultivo embrionário, a transferência em D5 ou blastocisto pode ser feita com os embriões frescos ou congelados.

Na FIV, é comum mais do que um embrião ser transferido para aumentar as chances de sucesso da implantação. Esse número, no entanto, é definido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), de acordo com a idade da mulher: até 2 embriões para mulheres com no máximo 37 anos e, acima dessa idade, até 3 embriões. Dependendo dos embriões, só podem ser transferidos 2, independentemente na idade da paciente.

Essas regras têm a intenção de reduzir as chances de uma gestação múltipla, que aumenta os riscos tanto para a mãe quanto para o bebê.

O procedimento é bastante simples, realizado na clínica de reprodução assistida: os embriões são inseridos em um cateter e depositados no útero para que a implantação aconteça espontaneamente.

Agora que ficou mais claro o que é D5 ou blastocisto, toque aqui conheça detalhadamente o tratamento realizado com a FIV!


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