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ICSI e infertilidade masculina: saiba mais sobre o assunto

por Dr. Augusto Bussab



"Há algumas décadas, os avanços nos estudos sobre infertilidade e reprodução humana chegaram à conclusão de que, muitas vezes, o casal não consegue engravidar porque o homem é infértil. Foi fundamental fazer essa descoberta para desenvolver novas técnicas de reprodução assistida, como a ICSI, e […]"
ICSI e infertilidade masculina: saiba mais sobre o assunto

Há algumas décadas, os avanços nos estudos sobre infertilidade e reprodução humana chegaram à conclusão de que, muitas vezes, o casal não consegue engravidar porque o homem é infértil. Foi fundamental fazer essa descoberta para desenvolver novas técnicas de reprodução assistida, como a ICSI, e ampliar as possibilidades de tratamento para os casais inférteis.

Antes dessas pesquisas, a mulher era apontada como a principal responsável pela infecundidade de um casal. De fato, existem muitos problemas femininos que interferem na gravidez espontânea, mas hoje sabemos que a proporção dos casos de infertilidade masculina e feminina é semelhante.

Acompanhe com atenção as informações que trouxemos neste post. Vamos esclarecer o que é infertilidade masculina, o que é ICSI, quando essa técnica é indicada e como é realizada.

O que é infertilidade?

Infertilidade é a condição na qual uma pessoa não consegue ter filhos após pelo menos um ano de tentativas — nesse contexto, entende-se que o casal não faz uso de nenhum método de contracepção e pratica relações sexuais regularmente.

Diversos são os fatores que impedem ou dificultam uma concepção espontânea. A mulher pode ficar infértil devido a problemas de ovulação, idade avançada, obstrução tubária, doenças ou malformações no útero, endometriose, entre outras condições. Já a infertilidade do homem é caracterizada por falhas na produção, no transporte ou na liberação dos espermatozoides.

As alterações seminais e espermáticas presentes na infertilidade masculina são causadas por várias condições, como deficiência de testosterona, infecções genitais, varicocele, vasectomia, obstruções congênitas, problemas genéticos e outros fatores.

O espermograma é o exame que revela as alterações na quantidade ou na qualidade (motilidade e morfologia) dos espermatozoides. Conforme os resultados, outros exames podem ser solicitados para identificar as causas da anormalidade seminal, como a ultrassonografia da bolsa escrotal. Dosagens hormonais e testes genéticos também são importantes para avaliar a infertilidade masculina.

A reprodução assistida tem grande relevância para esses casos. A técnica mais indicada é a fertilização in vitro (FIV), e a ICSI é um dos recursos mais importantes nesse contexto, principalmente quando há poucos gametas e de baixa qualidade.

O que é ICSI?

ICSI é a sigla para Intracitoplasmatic Sperm Injection, ou injeção intracitoplasmática de espermatozoides. Essa é uma técnica de fertilização in vitro que consiste em micromanipular os gametas e introduzir um espermatozoide diretamente no citoplasma de um óvulo.

O processo de ICSI difere da FIV convencional, na qual milhões de gametas masculinos são colocados ao redor dos óvulos, devendo se movimentar até eles para realizar a fecundação.

Entenda quando e como a ICSI é realizada!

Indicações

Quando foi desenvolvida, a ICSI era indicada exclusivamente para os casos de infertilidade masculina. Na clínica atual, trata-se de uma indicação mais abrangente, sendo apresentada como alternativa de tratamento para grande parte dos casais candidatos à FIV, principalmente nas seguintes situações:

  • idade materna a partir de 40 anos, pois os óvulos podem estar com a zona pelúcida mais enrijecida;
  • falhas anteriores na FIV clássica;
  • baixa quantidade de óvulos disponíveis para fertilização ou baixa qualidade oocitária;
  • fecundação de óvulos que estavam congelados;
  • alterações masculinas graves, como azoospermia ou oligozoospermia — ausência de espermatozoides no sêmen ou quantidade insuficiente.

Vale dizer que quando há variações discretas na morfologia ou na motilidade dos espermatozoides, o casal pode primeiramente tentar a gravidez realizando o preparo seminal associado à inseminação artificial — técnica de baixa complexidade da reprodução assistida.

Realização da FIV ICSI

A FIV ICSI segue as mesmas etapas que a FIV clássica, a diferença está no momento da fertilização dos óvulos. Além disso, em casos de azoospermia, a coleta dos espermatozoides é feita por técnicas de recuperação espermática, que permitem a retirada das células diretamente dos testículos ou epidídimos — órgãos responsáveis pela produção e maturação dos gametas.

O tratamento é iniciado com a estimulação dos ovários a partir da administração de medicações hormonais. Dessa forma, vários folículos se desenvolvem e o controle ultrassonográfico da ovulação fornece a previsão de quando os óvulos estarão prontos para a coleta. Assim, antes que a mulher ovule, realiza-se a aspiração folicular para coletar as células em laboratório.

Após colhida, a amostra do material masculino é processada para identificar os gametas com motilidade e boa morfologia. Então, é feita a fertilização dos óvulos com ICSI: cada espermatozoide é imobilizado, analisado com um microscópio de alta resolução, aspirado e injetado dentro de um óvulo.

Depois de serem fertilizados, os óvulos ficam em incubadora de cultivo para que o embriologista acompanhe o desenvolvimento das células e verifique a qualidade embrionária. Aqueles que evoluem como o esperado são transferidos para o útero, respeitando a quantidade permitida pelas normas do CFM.

O uso da ICSI na infertilidade masculina tem sido de grande importância na medicina reprodutiva, pois reduz o risco de falhas de fecundação e pode levar a desfechos positivos, mesmo quando a quantidade de gametas disponíveis é baixa.

Antes de ir, leia outro texto sobre ICSI para conhecer um pouco mais da técnica!


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