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Entenda como funciona a doação de sêmen no Brasil



"Inúmeras pessoas têm o sonho da paternidade frustrado pela ocorrência de problemas que impedem o início de […]"

por Dr. Augusto Bussab

Entenda como funciona a doação de sêmen no Brasil

Inúmeras pessoas têm o sonho da paternidade frustrado pela ocorrência de problemas que impedem o início de uma gestação de forma natural. No entanto, com os progressivos avanços da medicina reprodutiva, muitos desses problemas podem ser revertidos.

Técnicas de reprodução assistida como a fertilização in vitro (FIV) ou a inseminação artificial (IA) oferecem uma grande chance de sucesso de gravidez. Porém, muitas vezes o caso demanda a utilização de gametas provenientes de um doador.

Para entender mais sobre isso, separamos, a seguir, as principais informações sobre a doação de sêmen no Brasil. Continue lendo e entenda como funciona o processo de doação e como é a legislação brasileira sobre o assunto! Confira!

Quem pode ser doador?

As normas para a utilização de técnicas de reprodução assistida no Brasil são regulamentadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). De acordo com o órgão, a doação de sêmen somente poderá ser realizada por homens de no máximo 50 anos e que não possuam diagnóstico de infecção sexualmente transmissível (IST).

Considerando que a doação de gametas no Brasil pode ser feita de maneira voluntária, cabe ao médico responsável analisar o histórico do doador para um futuro procedimento de reprodução assistida.

Há ainda a necessidade de que o indivíduo tenha disponibilidade para comparecer no banco de esperma algumas vezes, a fim de se submeter aos exames necessários e, por fim, realizar a doação.

É de extrema importância que o indivíduo esteja dentro dos critérios estipulados pelo CFM. Esses critérios têm o objetivo de assegurar a maior chance possível do sucesso da gestação, de modo que a criança tenha um desenvolvimento adequado e saudável.

Para quem é indicada a recepção do sêmen doado?

O procedimento de doação de sêmen é realizado dentro do contexto de técnicas de reprodução assistida para casais heterossexuais em que o homem sofra com infertilidade. Há ainda a possibilidade de que os gametas masculinos doados sejam utilizados por casais homossexuais femininos, para que seja formado um embrião a partir do óvulo de uma das parceiras.

Por fim, temos o caso de mulheres solteiras que desejam ter filhos, o que pode ser concretizado a partir de um doador de sêmen. Vale citar que a partir da Resolução n. 2.168/2017 do CFM, permite-se que qualquer cidadão brasileiro, com ou sem problemas de fertilidade, possa utilizar-se de técnicas de reprodução assistida para procriação. Ou seja, a resolução abrange, por exemplo, casos de casais homoafetivos ou mesmo pessoas solteiras.

Como é feita a doação de sêmen?

Antes de se comprometer com a doação, o indivíduo deve realizar uma série de exames, como o espermograma, exames sorológicos, tipagem sanguínea, espermocultura e cariotipagem. Todos os exames são feitos pela clínica que receberá a doação e o homem recebe os resultados.

Para realizar a doação, o doador deve ficar de 3 a 7 dias em abstinência sexual para que o sêmen esteja em suas melhores condições. A coleta do sêmen é feita por masturbação em laboratório.

Além disso, é fundamental que a clínica mantenha um registro permanente com as características do doador. Entretanto, é importante ressaltar que a identidade do doador se mantém anônima não só para a paciente, que será submetida às técnicas de reprodução assistida, como também para a equipe multidisciplinar responsável por esses procedimentos.

Ainda tem dúvidas sobre a doação de sêmen? Deixe um comentário aqui no post!


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