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Endométrio fino: como tratar para conseguir a gravidez



"O endométrio é a camada interna do útero e uma das mais importantes para a reprodução. […]"

por Dr. Augusto Bussab

Endométrio fino: como tratar para conseguir a gravidez

O endométrio é a camada interna do útero e uma das mais importantes para a reprodução. É nele que ocorre a implantação (nidação) do embrião e a formação da placenta, uma estrutura essencial para a nutrição do feto durante a gestação.

Quando há alterações no endométrio, principalmente quando ele é muito fino, a nidação fica comprometida e a gravidez não consegue se sustentar, provocando um aborto espontâneo.

Mas o que é um endométrio fino? Quais são as suas causas? Como tratar esse problema e restaurar a fertilidade da mulher? As respostas para essas e outras perguntas estão neste post!

O que é endométrio fino?

O endométrio fino, basicamente, é a condição ginecológica na qual o endométrio tem uma espessura reduzida, que impossibilita a nidação e o suporte fetal durante a gestação. Ele é diagnosticado quando o ultrassom detecta que a camada endometrial não ultrapassa 7 mm de espessura mesmo na época da ovulação.

Embora a espessura do endométrio se altere com as variações hormonais ao longo do ciclo menstrual, em mulheres pré-menopausa, o esperado é que essa camada tenha entre 10 e 16 mm de espessura no momento da ovulação.

Quais são os sintomas dessa alteração?

Os sintomas do endométrio fino são pouco específicos e podem ocorrer em diversas outras patologias, o que pode atrasar o diagnóstico. As queixas mais comuns das pacientes são:

  • problemas de fertilidade, com histórico de abortos espontâneos recorrentes;
  • ciclo menstrual irregular ou anormal;
  • fluxo sanguíneo reduzido ou ausente durante a menstruação;
  • menstruações dolorosas.

E as causas do endométrio fino?

As alterações na espessura do endométrio podem ser causadas por uma série de fatores:

  • baixos níveis de estrogênio;
  • fluxo sanguíneo local inadequado;
  • presença de fibroides uterinos;
  • doença inflamatória pélvica;
  • distúrbios menstruais que provocam amenorreia;
  • lesões no útero devido à curetagem;
  • dilatação uterina devido a partos prévios;
  • cirurgias uterinas para retirada de miomas;
  • adesões intrauterinas (síndrome de Asherman);
  • uso excessivo de clomifeno;
  • tecido endometrial de baixa qualidade;
  • radioterapia pélvica;
  • uso prolongado de pílula anticoncepcional.

Por que o endométrio fino afeta as chances de gravidez?

Após a fecundação, o zigoto começa a se multiplicar e migra da tuba uterina para a cavidade uterina, na qual se implantará. Para que esse processo de implantação ocorra de forma adequada, o endométrio precisa ter uma espessura de, pelo menos, 8 mm, o que permite ao embrião se fixar adequadamente no útero e formar uma boa placenta.

Mesmo quando se realiza uma fertilização in vitro (FIV), por exemplo, em que a fecundação ocorre no laboratório e os embriões são transferidos diretamente para a cavidade uterina, o processo de implantação tem que ocorrer naturalmente, para que a gestação tenha continuidade.

Isso significa que, mesmo com o uso de técnicas de reprodução assistida (estimulação ovariana, inseminação intrauterina, ovodoação compartilhada, FIV etc.), a gravidez não ocorre quando o endométrio é muito fino.

Como tratar o endométrio fino?

Na maioria dos casos, o uso de medicamentos hormonais, como estradiol e progesterona, é suficiente para induzir a proliferação endometrial, permitindo que ele volte à sua espessura normal e se mantenha assim até a formação da placenta.

Outros medicamentos utilizados são o sildenafil, a pentoxifilina e o ácido acetilsalicílico, que melhoram o fluxo sanguíneo para o útero. Nos últimos anos também vêm surgindo ainda novas possibilidades de tratamento.

Células-tronco da própria paciente podem ser administradas nas artérias uterinas para que cheguem ao endométrio e restaurem o tecido. O plasma rico em plaquetas, também retirado da mulher, pode ser infundido dentro do útero para que as plaquetas liberem fatores de crescimento e citocinas que atraem células reparadoras do sistema imune.

Se a causa do problema for a síndrome de Asherman, é necessário realizar também pequenas intervenções cirúrgicas por histeroscopia para retirar as aderências e o tecido cicatricial, podendo ser colocado um balão intrauterino para prevenir o surgimento de novas aderências entre as paredes do útero.

Todos esses tratamentos restauram a espessura do endométrio e permitem que a gestação ocorra mesmo de forma natural, em alguns casos.

Enfim, agora que você já sabe tudo sobre o tratamento do endométrio fino, que tal aprender sobre outra doença relacionada ao endométrio? Baixe agora o nosso E-book sobre endometriose!


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