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Como saber se tenho endometriose?

por Dr. Augusto Bussab



"A endometriose é uma das doenças ginecológicas que traz mais prejuízos à qualidade de vida da mulher. Uma razão para isso é a presença de sintomas que podem se tornar intensos a ponto de incapacitar a portadora no desempenho de suas atividades cotidianas. Outro impacto […]"
Como saber se tenho endometriose?

A endometriose é uma das doenças ginecológicas que traz mais prejuízos à qualidade de vida da mulher. Uma razão para isso é a presença de sintomas que podem se tornar intensos a ponto de incapacitar a portadora no desempenho de suas atividades cotidianas. Outro impacto é a infertilidade feminina. Diante disso, muitas mulheres podem ter essa dúvida: como saber se tenho endometriose?

Identificar os sinais dessa patologia é um desafio. Isso porque a endometriose é uma condição complexa e com apresentações clínicas muito variadas. Os sintomas mais comuns também podem ser confundidos com os de outras doenças ginecológicas, ou mesmo encarados como manifestações normais do período menstrual — a exemplo das cólicas.

Vamos apresentar, neste post, qual é a trajetória para suspeitar e confirmar a endometriose, incluindo o reconhecimento dos sintomas, a realização de exames e a conclusão diagnóstica, além de outras informações relacionadas. Confira!

Como saber se tenho endometriose, afinal?

Primeiramente, você deve se informar melhor para saber se tem endometriose. Muitas pessoas desconhecem a doença ou se baseiam em informações incompletas e até equivocadas. Isso porque, como dissemos, é uma condição complexa e existem muitos mitos em torno desse assunto.

Depois de obter mais informações, aprenda a identificar os sintomas e saiba quando procurar avaliação médica para fazer o diagnóstico e o tratamento. Veja, então, de forma mais detalhada, como você pode saber se tem endometriose!

Conheça as características da doença

É importante saber que a endometriose é uma das principais causas de infertilidade feminina. É uma doença crônica, caracterizada por tecido endometrial que cresce fora do útero (ectópico), provocando inflamação nos locais onde se implanta, o que normalmente inclui órgãos reprodutores.

O endométrio é o tecido que reveste a parede uterina internamente. As lesões endometrióticas são encontradas em locais próximos ao útero, como tubas uterinas, ovários, ligamentos uterossacros, intestino e bexiga.

Conforme a localização e a profundidade das lesões, a endometriose é classificada em 3 tipos:

  • peritoneal superficial;
  • ovariana, também chamada de endometrioma;
  • infiltrativa profunda.

As causas de endometriose não estão bem estabelecidas, mas a principal teoria sugere que os fragmentos de endométrio se espalham pelos órgãos pélvicos com a menstruação retrógrada — fluxo menstrual que, ao invés de ser totalmente expelido pelo canal vaginal, reflui pelas tubas uterinas.

Quanto à prevalência, estima-se que entre 10% e 15% das mulheres em idade fértil tenham o diagnóstico de endometriose e que até 50% dessas portadoras desenvolvam infertilidade.

Saiba reconhecer os sintomas de endometriose

Aprender sobre a sintomatologia da doença é um dos passos mais importantes para você saber se tem endometriose. Embora algumas manifestações também sejam comuns em outros tipos de doenças ginecológicas, deve-se observar atentamente os seguintes sintomas:

  • cólicas menstruais intensas;
  • dor pélvica crônica;
  • dor na relação sexual;
  • micção dolorosa, dor para evacuar e outras alterações urinárias e intestinais durante o período menstrual;
  • dificuldade para engravidar.

Podemos estender um pouco mais a apresentação dos sintomas, começando pelas cólicas. Dores menstruais são consideradas normais antes e durante a menstruação. Por isso, muitas mulheres não procuram avaliação médica até que as dores se tornem intensas e até incapacitantes — é o que pode acontecer na endometriose.

A dor pélvica também é comum em várias doenças ginecológicas. Entretanto, na endometriose, a dor na pelve tende a ficar crônica e acíclica, isto é, com manifestações em qualquer período do mês, não somente durante a menstruação.

A dispareunia (dor na relação sexual) é outro sintoma típico de muitas afecções femininas, como mioma, adenomiose e endometrite. Já as alterações urinárias e intestinais estão presentes nos casos de endometriose com lesões na bexiga e no intestino.

Por fim, a infertilidade é um importante sinal de endometriose e de outras doenças pélvicas. Sendo assim, a junção de alguns dos sintomas mencionados deve servir como um alerta para a busca de avaliação especializada.

Procure um especialista para fazer a avaliação diagnóstica

Após observar os sintomas para saber se tem endometriose, você deve procurar avaliação médica e realizar os exames necessários.

O primeiro passo para o diagnóstico é o exame clínico. A partir da anamnese (questionário médico estruturado), o especialista levanta informações sobre os sintomas e o histórico menstrual e reprodutivo da paciente. O exame físico também tem papel importante, já que permite a identificação de alterações pélvicas, como nódulos e massas.

Até chegar à conclusão diagnóstica, ainda são necessários outros exames, sobretudo a ultrassonografia pélvica e a videolaparoscopia ginecológica. Também é por abordagem laparoscópica que o tratamento cirúrgico é feito, quando indicado.

A cirurgia é necessária para remover o tecido endometriótico e as aderências pélvicas nos casos mais avançados da doença. Em condições leves, a paciente pode primeiramente tentar o controle medicamentoso dos sintomas.

É possível ter endometriose e engravidar?

Sim, a portadora de endometriose pode até engravidar de forma espontânea, mas isso acontece em poucos casos. Comumente, o tratamento cirúrgico e as técnicas de reprodução assistida são intervenções necessárias.

Cada paciente, assim como seu parceiro, passa por avaliação minuciosa para identificar todos os possíveis fatores de infertilidade, relacionados ou não à endometriose. A partir da constatação desses fatores, o tratamento é personalizado.

Os programas de reprodução assistida podem incluir relação sexual programada, inseminação artificial ou fertilização in vitro (FIV), além de técnicas de apoio. Ao saber que tem endometriose, sobretudo com acometimento ovariano e obstrução tubária, a paciente é indicada a realizar uma FIV para tentar a gravidez.

Aprofunde seu conhecimento acerca das características e impactos da doença com a leitura do texto principal sobre endometriose!


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